SIDA – Apostar na Prevenção


 – Por Dr. Paulo Coutinho, Farmácia de Santa Catarina
A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida) é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infectada. A transmissão pode acontecer de três formas: relações sexuais; contacto com sangue infectado; de mãe para filho, durante a gravidez, parto e amamentação. Quer um seropositivo (individuo portador do vírus, mas sem sintomas), quer um indivíduo já com SIDA podem transmitir a infecção a outras pessoas através de comportamentos de risco.
O VIH não se transmite pelo ar nem penetra no organismo através da pele, precisando de uma ferida ou de um corte para penetrar no organismo.
Como ainda não existe um tratamento para a SIDA, a grande luta prende-se na PREVENÇÃO:
– Usar sempre preservativo nas relações sexuais, não partilhar agulhas, seringas, material usado na preparação de drogas injectáveis e objectos cortantes (agulhas de acupunctura, instrumentos para fazer tatuagens e piercings, de cabeleireiro, manicura).
Todos temos uma papel activo na prevenção da SIDA
Erradamente no passado usou-se o termo grupos de risco, essa denominação foi corrigida e hoje usa-se o termo comportamentos de risco, já que a infecção é transversal a toda a população. A epidemia de HIV/SIDA está a abrandar no espaço de 29 países que constituem a União Europeia/Espaço Económico Europeu: o número de novos diagnósticos subiu apenas 1%. Portugal enquadra-se nesta tendência de desaceleramento, mas há um sinal de alerta: é o terceiro país com a maior taxa de novos casos de SIDA. Os heterossexuais são os principais responsáveis pelos novos casos de infeção. Nas duas primeiras décadas da epidemia o escalão entre os 15 e os 49 anos era o mais atingido. Hoje em dia os idosos são o grupo etário onde se verifica o maior crescimento da taxa de incidência. O número de idosos infectados cresceu 10 vezes nos últimos 10 anos. A sexualidade acima dos 65 anos existe, e a utilização de medicamentos usados na disfunção eréctil ajuda na mesma. De facto, apenas um em cada seis idosos utiliza preservativo, o único método eficaz na prevenção da transmissão deste vírus. O HIV continua a ser um grande problema de saúde pública na União Europeia. Embora não estejamos no fim da epidemia de VIH na Europa, o objectivo de travar a propagação do VIH ainda nesta década é exequível em muitos países.
Texto publicado na Gazeta das Caldas em Dezembro de 2014

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