Como pode a osteopatia pediátrica ajudar as crianças?


por Sérgio Garcia – Osteopata  Licenciado por Oxford brokes University e Universitat pompeu Fabra e Dra Vanessa Azevedo (farmacêutica)

a-osteopatia-pediatrica-e-seu-potencial-preventivoO nascimento é o acontecimento mais marcante da nossa vida. O que se passar nesse momento será determinante para o nosso desenvolvimento físico e neurológico. Entre o nascimento e a puberdade o organismo experimenta alterações anatómicas, fisiológicas e psíquicas de natureza quer externa quer interna, a um ritmo extremamente acelerado.

Vários são os fatores que podem comprometer o normal desenvolvimento neurológico da criança. No que diz respeito ao parto, o esforço físico e emocional da mãe e do bebé durante o mesmo, o tipo de encaixe primário no colo do útero, o uso de fórceps, ventosas, cesariana ou epidural são alguns exemplos. O uso de leites de fórmula, antibióticos e outros medicamentos, especialmente nos primeiros 6 meses de vida, também tem influência sobre o sistema nervoso do bebé. Consequentemente poderão surgir problemas na alimentação do bebé (sucção e deglutição) como também otites, sinusite, respiração bucal, problemas de oclusão, asma infantil, irritabilidade do bebé, alterações do sono, refluxo, vómitos, irritabilidade no estômago e cólon, cólicas, plagiocefalia, torcicolo congénito, valgismo, escolioses, dismetria dos membros inferiores, hiperatividade, problemas de comportamento, coordenação, aprendizagem, entre outros. A criança poderá também apresentar tensões nos tecidos, adquiridas na gestação e no parto, que poderão impedi-la ou diminuir a possibilidade de se sentar, gatinhar, mover um braço ou caminhar normalmente, acabando por comprometer o seu normal desenvolvimento.

A osteopatia considera que a saúde depende da manutenção correta das relações entre as diversas partes e funções do corpo, tendo o tratamento osteopático pediátrico um enfoque especialmente craniano/visceral. A avaliação do osteopata permite identificar e corrigir disfunções, bem como despistar a origem das mesmas. Neste sentido, a osteopatia pediátrica permite atuar de uma forma efetiva e preventiva nas enfermidades infantis, tanto nas que têm origem genética/embrionária, bem como nas que derivam do processo de gestação e sobretudo do parto. A atuação precoce, através da osteopatia, permitirá equilibrar e melhorar a capacidade de adaptação dos pequenos aos desafios que se impõem, aliviando-os do stress e tensões sobre o sistema neurológico decorrentes da gestação e do parto. É agradável à criança e muito suave e seguro, permitindo o melhor desenvolvimento da criança, atuando como elemento facilitador eliminando o sofrimento e desconforto.

Se proporcionado precocemente, o tratamento osteopático, devido à extraordinária plasticidade da criança, permitirá uma rápida melhoria, acrescentando qualidade de vida à criança e minimizando o seu desconforto.

 

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