Pitiríase Versicolor


Por Dra Vanessa Azevedo (farmacêutica)

pitiriase-versicolor-ilustracaoA Pitiríase Versicolor é uma infeção fúngica (micose) superficial comum da pele, que se caracteriza por alterações na pigmentação cutânea, sendo vulgarmente conhecida como “Impingem”.
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, esta patologia não é adquirida na praia ou piscina! Esta é originada por um fungo denominado por Malassezia furfur, que está naturalmente presente na pele dos seres humanos, estando em maior quantidade nas áreas de maior oleosidade do corpo como o tronco, braços, o rosto, pescoço e couro cabeludo. Quando este prolifera e cresce exageradamente causa problemas, e este crescimento anormal pode ser desencadeado por uma série de fatores, incluindo o tempo quente e húmido, transpiração excessiva, pele oleosa, fatores hormonais e fragilidade do sistema imunitário.
Assim, é fácil perceber que esta complicação dermatológica não é contagiosa e os hábitos de higiene não têm influência no aparecimento da patologia.
As lesões manifestadas são discretamente descamativas, de dimensões variáveis e nem sempre percetíveis, mas podem aumentar e unir-se. A lesão na pele poderá ser uma hipopigmentação – manchas brancas, rosadas ou mais claras do que a pele normal – nas pessoas de pele mais escura, ou hiperpigmentação – manchas mais escuras – nas pessoas de pele mais clara.
Em geral, as manchas são mais visíveis e percetíveis após a exposição solar porque nas áreas afetadas pela micose a pele não se bronzeia tanto. Recomenda-se por isso, evitar bronzear-se antes de terminar o tratamento. Nas pessoas em que é comum a manifestação da patologia, normalmente no fim de todos os verões, pode recomendar-se iniciar o tratamento um tempo antes da exposição solar, de forma a evitar notarem-se as lesões após as férias!
A Pitiríase Versicolor habitualmente responde bem ao tratamento, que pode ser feito recorrendo a medicamentos não sujeitos a receita médica e dispensados sob supervisão do farmacêutico, como sabonetes, champós, loções, sprays e cremes. Importa ressalvar que mesmo após um tratamento bem-sucedido, a cor da pele que foi alterada durante a manifestação da doença pode permanecer assim por várias semanas ou até mesmo meses. Além disso, as recorrências são muito frequentes, podendo reaparecer logo após o tratamento. Nestes casos, ou em situações mais complicadas que não respondem aos tratamentos mais comuns, deve consultar-se um médico dermatologista que orientará o tratamento, recorrendo muitas vezes a medicamentos orais de prescrição médica obrigatória.

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