Herança Genética na Diabetes e o controlo de HC ingeridos


Por Dr Paulo Coutinho e Dra Ana Benedito (farmacêuticos)

Dia Mundial da DiabetesA Diabetes Mellitus é normalmente subdividida em Diabetes tipo 1 (DM1) e Diabetes tipo 2 (DM2). Ambos os tipos têm fatores genéticos, imunológicos e metabólicos em comum, havendo evidência de que a diabetes pode ser uma doença autoimune.

Já é sabido que o nosso estilo de vida influencia a probabilidade de ter diabetes, mas sabe-se agora que não é a única causa. Vários estudos demonstram a relação entre a história familiar de Diabetes Mellitus e o risco de aparecimento de novos casos, tanto de DM1 como de DM2. Temos como exemplo a Suécia, em que 32% dos doentes com DM1 têm na sua família pelo menos uma pessoa com DM2. Assim sendo, percebemos que o desenvolvimento da diabetes acontece pela interação de fatores externos, como a alimentação, a atividade física e o peso corporal, com fatores que nos são intrínsecos, como a genética individual.

A longo prazo, a DM é uma doença com consequências graves ao nível dos vasos sanguíneos, o que lhe confere uma elevada morbilidade, mortalidade e redução da qualidade de vida do doente, o que faz dela um dos principais problemas socio-sanitários do mundo atual.

Estima-se que nos próximos 20 anos, a prevalência da DM passe dos 10% atuais para 20% da população, principalmente a DM2, que representa 90% dos casos de diabetes. Sabendo que os fatores genéticos não são modificáveis e que a DM2 está maioritariamente ligada aos fatores externos como a má alimentação, a falta de atividade física (sedentarismo) e o excesso de peso é nosso papel atuar nestes fatores e prevenir esta doença através da mudança destes hábitos de vida.

Quando o diagnóstico da doença é inevitável, o utente deve ser acompanhado de forma a controlar a progressão da doença e a ter a melhor qualidade de vida possível. Este acompanhamento deve incentivar a prática de atividade física e sobretudo as mudanças necessárias nos hábitos alimentares.

Isto é ainda mais importante nos diabéticos insulinodependentes, pois por exemplo, 1 batata pequena tem os mesmos HC que 2 colheres de  arroz ou massa, ou que 3 colheres de grão ou feijão, ou que 6 colheres de ervilhas ou favas, o que significa que estes alimentos se transformam na mesma quantidade de açúcar tendo o mesmo efeito na subida da glicemia e, por isso, administra-se a mesma quantidade de insulina.

Atualmente existem tabelas que incluem equivalências de HC para uma consulta rápida e fácil. Desta forma pode comer-se de tudo, desde que se sigam as quantidades estipuladas de HC diárias recomendadas pelo médico e/ou nutricionista.

Para mais informações, pode consultar http://www.apdp.pt/ ou a página de facebook do grupo Correia Rosa!

Tabela de Equivalências de Hidratos de Carbono

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